Ortopóvoa
REABILITAÇÃO ORAL

Reabilitação Oral - Impalntologia e Prótese Fixa

Nas últimas décadas houve um grande desenvolvimento no que se refere à reabilitação oral. As melhorias havidas relacionam-se com a possibilidade da substituição integral de um dente perdido por um dente artificial suportado por um implante, o que veio evitar que o paciente com ausência de dentes use próteses removíveis ou que o dentista tenha de preparar (desgastar) dentes que venham a receber coroas pilares de próteses fixas.

Os implantes, mais não são que parafusos (geralmente de metal biocompatível) com diferentes calibres e alturas, com roscas diversas para permitirem (na maior parte das vezes sob anestesia local), com instrumental rotativo próprio, a sua colocação nos ossos maxilares, mais propriamente nos locais correspondentes às raízes dos dentes perdidos que se pretende substituir. Trata-se, portanto, de um parafuso especial e muito estudado.

Se o paciente que precisa de colocar um dente artificial implanto-suportado pagasse apenas a manufatura e o material correspondente ao parafuso, bastariam meia dúzia de cêntimos. No entanto, o que o paciente habitualmente paga são as patentes devidas aos investigadores científicos que durante os últimos anos promoveram pesquisas para que a colocação desses implantes se revestisse de sucesso funcional e estético e não causassem danos no hospedeiro.

Habitualmente, os implantes são constituídos por materiais biocompatíveis para que o organismo não os identifique como corpos estranhos. O metal utilizado é, habitualmente, o titânio. Esse material biocompatível não deve provocar reações adversas do tipo inflamatório e deve consentir uma ligação intrínseca com o osso biológico que se denomina por osteointegração. Este fenómeno, que permite a ancoragem do implante no osso, demora em média quatro meses a processar-se.O que quer dizer que, após a colocação de um implante, é vantajoso esperar cerca de quatro meses antes de colocar o dente artificial (coroa).

Previamente à colocação de um implante, é preciso fazer um estudo das condições gerais e locais. É importante que o paciente tenha boa saúde, já que a colocação de implantes passa por uma resposta biológica ao ato cirúrgico e ao próprio material que compõe o implante. Significa isso que há doenças e medicação que contraindicam parcial ou totalmente a colocação de implantes, razão pela qual é dever do paciente informar o médico dentista sobre os medicamentos que utiliza e sobre as doenças que o afetam. Localmente é necessário verificar as condições de espaço na arcada dentária, i.e., se precisamos de espaço ou se há espaço a mais para colocar o dente implanto-suportado. Para isso, leva-se a efeito um exame clínico, moldam-se as estruturas bucais, confecionam-se os modelos de estudo em gesso e realiza-se uma radiografia panorâmica. Se o clínico verificar que o espaço não é adequado, poderá ser necessário colocar aparelhos ortodônticos no sentido de movimentar os dentes contíguos para melhores posições. 

Havendo espaço adequado e sendo necessária a reabilitação, importa verificar se temos osso suficiente para caber e suportar o implante, nomeadamente no que se refere à espessura.Assim sendo, recorre-se à Tomografia Axial Computorizada (TAC) que, além de nos dar imagens muito seguras sobre as condições ósseas locais, permite que, em alguns casos, se peça a confeção de uma guia tridimensional que permita orientar o implantologista na colocação com segurança de um implante.

Nalguns casos, não há osso suficiente para consentir a colocação de um ou vários implantes. Quando tal acontece poderá ser necessário prover o local com mais osso. Isso pode ser conseguido colocando osso artificial em pó inerte (bio-osso) ou aplicando um enxerto de osso colhido noutra parte do organismo (maxilar, calote craniana, etc).